O AQUI

O AQUI
pela CiM – Companhia de Dança

DANÇA

DEZ 21 e 22

SÁB - 21H00
DOM - 16H00

AUDITÓRIO
5€ a 10€ | DESCONTOS APLICÁVEIS | Cartão Fnac: Na compra de 1 bilhete de adulto, o bilhete de criança fica a 2€.

60 MINUTOS
M/6

Bilhetes disponíveis em:Bilheteira Online - Comprar Bilhetes

O AQUI é um espetáculo de dança cujo tema é o tempo. O tempo cronológico e o tempo interior, explorados através do cruzamento de linguagens, tecendo uma peça em que os sentidos e as emoções nos conduzem a um reequilíbrio constante. Em palco é criado um espaço de desafio, uma arena de olhares e de questionamento, que induz à reavaliação de quem sou Eu e de quem é o Outro.
O AQUI pretende ser um lugar de paragem nas modelações e encenações que a sociedade produz, numa procura constante do humanismo absoluto. Um espetáculo com uma narrativa por vezes fluida, por vezes fragmentada, onde se encontram mundos com diferentes circunstâncias de ser e de estar, onde confluem o risco e o afeto, o arrojo e a generosidade e se conquista um espaço de igualdade.

O AQUI é, indiscutivelmente, uma peça de uma vida. Ainda que surjam outros projetos, outros espetáculos e pontos de vista, esta será a peça que nos despertou para um compromisso exigente de cruzamento entre linguagens − e que nos remeteu para territórios particulares dos corpos, rostos, memórias, distâncias, sombras, diferenças e aproximações entre dois mundos, um do tempo e outro do espaço, que se fundem apenas num só.
O AQUI reúne uma equipa transdisciplinar e evoca o tempo como tema principal. O meu tempo e o tempo do ‘Outro’, numa procura constante por significados, associada às coisas comuns que nos rodeiam. Paralelamente à ideia de tempo, surgiu-nos uma base narrativa centrada na ideia do medo, medos primários que nos acompanham ao longo da vida e respetivas interpretações.
O AQUI parte do desafio que existem muitos labirintos entrepostos na nossa vida. Procuramos o lugar e o dispositivo que permitam trabalhar várias dimensões da realidade, numa descoberta constante que transcenda o processo de criação. O espaço cénico permanece como um imenso despojamento visual, que esperamos possa servir de base à criatividade de cada um. Queremos que público e intérpretes acolham uma transformação depois de terem assistido ou participado neste nosso Aqui. O AQUI deve ser uma descoberta constante. Procuramos, nas transformações, o princípio e a forma para que cada um construa a sua própria história. Uma criação pura e extrema, repleta de tensões e movimentos antagónicos que possa gerar uma visão onde o ponto de fuga se situe para além do observador.
O AQUI procura um humanismo absoluto que situe as questões numa narrativa envolvente e fragmentada, reflita uma intimidade e envolva a viagem da própria peça, potenciando o acesso ao vazio e ao espaço que se conquista com a velocidade e a perda de referências. Aqui celebram-se os instintos e os sentidos numa vertigem doce e por vezes cruel que transforma o palco numa arena de olhares.
O AQUI procura curto-circuitar modulações e encenações que a sociedade produz em torno das (d)eficiências, abrindo caminho a superfícies luminosas em que o tempo leva ao infinito a relação entre a espontaneidade da realidade e a construção de uma nova. O AQUI é uma peça de encontros que antecipa o nosso olhar, num ritual intemporal.
Dez anos decorridos de uma primeira iteração deste conceito, com alguns bailarinos a revisitar este tempo d’O AQUI e outros a juntar-se ao desafio, podemos mesmo afirmar que O AQUI é um espetáculo de uma década.
O tempo que passou pode até ser relativizado e construído numericamente, mas existe uma carga emocional de quem viu crescer um corpo coletivo feito de cumplicidades, obstáculos ultrapassados, limites superados, surpresas gloriosas e uma celebração humanista continuada.
(S)CiM, é essa a palavra que vale a pena soletrar com S e com C, pois abraça vários conceitos, gestos e energias. Seguramente a afirmação SIM estamos AQUI, e estamos com a Companhia CiM que atravessou dez anos, contados por muitas pessoas com quem trabalhámos e a quem devemos um profundo agradecimento.

A CiM – Companhia de Dança, criada em 2007, tem vindo a promover uma abordagem pioneira da criação artística face à inclusão, através da dança e da imagem. A CiM procura a diversidade de caminhos e um constante enriquecimento através de experiências, onde a multidisciplinaridade surge como impulso de novos métodos de trabalho e de exploração artística.
Desenvolve um trabalho regular de formação e sensibilização em torno das relações entre dança, (d)eficiência e integração, trabalhando a criatividade, a cooperação e a comunicação, tendo em vista a incorporação de ideias sobre autonomia, diversidade, capacidade, limite e mudanças de paradigma.
Com um repertório constituído por doze espetáculos – apresentados em território nacional em mais de vinte e nove cidades e, internacionalmente, em doze países distintos, com a participação de uma centena de artistas com e sem deficiência – e com uma forte componente de formação (promoveu cerca de quarenta oficinas, com mais de dois mil participantes e promove projetos como o Geração SOMA, que trabalha com crianças com e sem Necessidades Educativas Especiais), o percurso da CiM, referenciado e já diversas vezes premiado, é longo e recompensador, de grandes conquistas, partilhadas com mais de duzentos mil espectadores.

Uma Criação CIM COMPANHIA DE DANÇA
Direção Artística e Coreografia ANA RITA BARATA
Direção Artística e Realizacão PEDRO SENA NUNES
Dramaturgia e Voz NATÁLIA LUIZA
Interpretação BRUNO RODRIGUES, CECÍLIA HUDEC, DIANA BASTOS NIEPCE, DILETTA BINDI, JOANA GOMES, JORGE GRANADAS, JOSÉ MARQUES, MARIA FIGUEIREDO e RUI PEIXOTO
Música JOÃO GIL
Música Gravada e Interpretada ARTUR COSTA (saxofone, sintetizadores e programações), DANIELA DE BRITO (violoncelo) e JOÃO GIL (viola e cavaquinho)
Gravação de Voz NUNO COSTA
Estúdio de Gravação de Voz TIMBUKTU
Cenografia WILSON GALVÃO
Figurinos e Adereços MARTA CARREIRAS Desenhos e Pinturas JOÃO RIBEIRO
Imagens Subaquáticas NUNO MADEIRA
Edição de Vídeo VoArte JOÃO DIAS
Direção Técnica NUNO FIGUEIRA
Coproducão VOARTE, SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL e TEATRO NACIONAL SÃO JOÃO
Agradecimentos ANTÓNIO CABRITA, CRISTINA PIEDADE, PEDRO RAMOS, CAROLINA RAMOS, CATARINA GONÇALVES, FÁBIO MARTINS, ÂNGELA ARROJA, MARIA JOÃO PEREIRA e VASCO PINHOL
Parceiros ASSOCIACÃO CULTURAL CIM, ASSOCIAÇÃO DE PARALISIA CEREBRAL DE LISBOA e CENTRO DE REABILITAÇÃO DE PARALISIA CEREBRAL CALOUSTE GULBENKIAN SCML